Em dezembro de 2015, o Google anunciou que o uso do certificado SSL passou a ser um fator de ranqueamento para os sites. Isso significa que páginas que utilizam o protocolo HTTPS recebem prioridade nos resultados de busca. Diante dessa mudança, a Labrika preparou este artigo para esclarecer as principais dúvidas sobre o certificado SSL, como obtê-lo e sua influência na promoção e segurança do seu site.
Ao adotar https como hypertext transfer protocol secure no seu site https, a organização passa a garantir segurança adicional nas comunicações, reduz o risco de ataques maliciosos e melhora sinais de seo técnico analisados pelo Google e por outras ferramentas de pesquisa.
O certificado SSL (Secure Sockets Layer) é uma tecnologia que garante a transmissão segura de dados entre o navegador do usuário e o servidor, por meio da criptografia. Ele protege as informações contra interceptações por hackers e confirma a identidade do proprietário do site ou a autenticidade da empresa responsável. Um indicativo visual comum para o usuário é a presença do "https://" no início do endereço do site, acompanhado do ícone de cadeado no navegador.
Em termos de tecnologia tls, a encriptação aplicada pelo certificado digital cria uma chave pública e uma chave privada associadas ao domínio, o que protege dados confidenciais transmitidos em sessões https e ajuda a manter a segurança do site em qualquer rede, seja wifi pública ou infraestrutura cloud dedicada.
Sites com certificados EV oferecem a certeza de que os dados dos usuários estarão protegidos contra roubo ou fraude.
Além dessas validações, existem certificados wildcard para subdomínios, certificados multidomínio e certificações específicas para servidores dedicados, aplicativos, mail corporativo e outros serviços online, permitindo que negócios unifiquem a proteção e apresentem um único selo de confiança em toda a sua presença digital.
Para solicitar um certificado SSL, é necessário preencher um documento chamado CSR (Certificate Signing Request). Este arquivo contém informações importantes como o nome completo do domínio (exemplo: www.seusite.com.br), o código do país (BR para Brasil), a região e cidade onde a empresa está registrada, além do nome da organização ou do responsável pelo site.
Para certificados EV, além do CSR, é obrigatório apresentar documentos oficiais que comprovem o registro legal da empresa, geralmente em formatos como JPG, PDF ou GIF.
Durante o processo de emissão, a autoridade certificadora realiza a validação de domínio, registo da organização e documentação fornecida, certificando que as informações estão corretas antes de emitir o certificate e os ficheiros crt e key necessários para ativar https no servidor.
Os certificados são emitidos por Autoridades Certificadoras (AC) confiáveis, que validam as informações fornecidas pelo solicitante. No Brasil, existem diversas ACs reconhecidas, como Serasa Experian, Certisign, e outras. Também é possível adquirir certificados de autoridades internacionais, como a DigiCert, GlobalSign e Let's Encrypt (que oferece certificados gratuitos).
Os preços variam bastante, indo desde opções gratuitas até certificados EV que podem custar milhares de reais por ano. A escolha depende do nível de segurança desejado e do orçamento disponível.
Ao escolher entre opções gratuitas, como Let's Encrypt, e soluções pagas geridas pela sua empresa de hospedagem ou por especialistas externos, é importante avaliar políticas de suporte, períodos de validade, facilidade de instalação e integração com o painel controlo, cpanel, linux ou windows, para evitar problemas técnicos durante a instalação e renovar o ssl sem interrupções.
O Google considera o uso do protocolo HTTPS como um fator positivo para o ranqueamento, especialmente em sites que lidam com dados sensíveis, como lojas virtuais, bancos e plataformas de serviços. A adoção do certificado SSL é fundamental para proteger informações pessoais, como dados de login, pagamentos e cadastros.
Além disso, quando o robô do Google encontra duas versões do mesmo conteúdo — uma em HTTP e outra em HTTPS — ele prioriza a versão segura para indexação.
Para blogs pessoais ou sites informativos que solicitam apenas dados simples, como nome e e-mail para newsletter, a ausência do SSL não impacta significativamente o posicionamento, mas ainda assim é recomendável para garantir a confiança do público.
Estudos indicam que o HTTPS está entre os 10 fatores mais importantes para o SEO, especialmente em nichos que exigem proteção de dados.
Um site seguro https reduz alertas de navegador, avisa menos sobre cookies e campos de formulário inseguros e melhora a experiência do utilizador, o que pode gerar aumento de tempo de sessão, mais páginas vistas e melhor classificação nos resultados de pesquisa orgânica.
Quando o navegador mostra o cadeado e o indicador de site seguro na barra endereços, muitos clientes sentem mais confiança para enviar dados pessoais, efetuar transações, realizar compras e concluir vendas online, reduzindo o abandono de carrinho em lojas virtuais e melhorando métricas de marketing digital e seo.
Em setores com maiores riscos, como bancos, serviços financeiros, programas de afiliados, produtos de alto valor e plataformas que tratam dados confidenciais, a combinação de ssl forte, https bem configurado e boas práticas de política privacidade torna-se essencial para garantir segurança, evitar vulnerabilidades, bloquear malware e manter a segurança site sob controlo.
Essas medidas devem acompanhar uma gestão contínua da segurança do site, incluindo monitorização de vulnerabilidades, atualizações de servidor e revisão periódica das configurações de criptografia para evitar problemas de conteúdo misto entre http https.
Na migração, é importante planejar redirecionamentos 301 de todas as URLs http para as versões https, atualizar a configuração de url canônica, rever mapas de site xml, ajustar ferramentas de webmasters e garantir segurança adicional em cookies de sessão, formulários e páginas de login.
Depois que a autoridade certificadora emite o certificado, o administrador precisa carregar os ficheiros csr e crt no servidor, configurar a chave privada, ativar tls e confirmar se o servidor está a responder corretamente em https na porta adequada.
Em ambientes geridos na cloud ou em hospedagem partilhada, muitas empresas oferecem assistentes simples que automatizam a instalação, configuram certificados wildcard quando necessário e ajudam a evitar erros comuns durante o processo base de implementação.
Na hospedagem gerida, a equipa técnica normalmente instala o certificado ssl para reduzir o risco de má configuração, enquanto em servidores dedicados o próprio proprietário muitas vezes instalo o certificado ssl seguindo documentação oficial do fornecedor.
Em alguns planos de alojamento web, o painel cpanel instala o certificado ssl gratuito Let's Encrypt com apenas alguns cliques, mas em planos avançados o administrador instalo o certificado ssl manualmente para atender requisitos específicos de negócios e de organização.
Em empresas com regras internas rígidas, o departamento de TI instala o certificado ssl seguindo políticas formais de segurança da informação, validação de domínio, revisão de políticas de cookies e alinhamento com a política privacidade corporativa.
Em cenários mais simples, o empreendedor digital ou responsável pelo blog pessoal instalo o certificado ssl diretamente no painel de hospedagem, usando assistentes passo a passo que mostram claramente cada campo a preencher.
Apesar dos custos e desafios, os benefícios do certificado SSL superam as desvantagens, principalmente para sites comerciais e que lidam com dados sensíveis. A segurança transmitida ao usuário é um diferencial que pode aumentar conversões e fidelizar clientes.
Embora o HTTPS ainda não seja um fator decisivo em todos os segmentos, o Google valoriza positivamente sua adoção, e é uma tendência que tende a crescer. Portanto, investir em SSL é uma estratégia inteligente para o presente e futuro do seu site.
Depois que a implementação estiver concluída, é importante acompanhar métricas no Google, em ferramentas de análise e em plataformas de seo para entender o impacto em tráfego, conversões e experiência do utilizador, avaliando se a segurança do site e a confiança do público melhoraram.
Verifique se as páginas em https estão corretamente indexadas, se a classificação média em termos relevantes de pesquisa evoluiu, se o navegador deixou de exibir alertas de risco e se as avaliações dos clientes refletem maior sensação de proteção e confiança.
Monitorar relatórios de ataques bloqueados, tentativas de acesso não autorizado e volumes de tráfego criptografado ajuda a confirmar que o certificado está a funcionar como camada extra de proteção contra ameaças maliciosos e malware.
Para organizações que operam vários sites e subdomínios, o acompanhamento contínuo permite ajustar planos, escolher soluções mais completas, otimizar recursos de hospedagem, decidir quando migrar para certificados com validação estendida e alinhar tudo isso com estratégias de marketing digital, vendas e otimização para motores de busca.
Ferramentas profissionais como a Labrika analisam configurações de https, identificam páginas ainda acessíveis via http, ajudam a evitar problemas de conteúdo duplicado, verificam se a política privacidade está acessível em ambiente seguro e destacam pontos que afetam seo e a segurança geral.
Relatórios automatizados permitem encontrar rapidamente urls problemáticas, campos de formulário sem proteção adequada, recursos carregados sem encriptação e outras vulnerabilidades relacionadas à transmissão de informações confidenciais.
Com o suporte de especialistas e documentação atualizada, fica mais simples implementar medidas adicionais de segurança, escolher o tipo certo de certificado, configurar corretamente o servidor e manter uma presença digital alinhada às melhores práticas de proteção e otimização.
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Ao iniciar uma avaliação gratuita da plataforma, o proprietário pode ver em poucos dias como a ferramenta ajuda a identificar oportunidades de melhoria em seo, monitorar a segurança do site, acompanhar problemas frequentes relacionados a https e receber recomendações práticas para reduzir riscos.
Atualizado em 31 de dezembro de 2025.